quinta-feira, 12 de março de 2009

Convivendo entre a religiosidade e os estudos

Pe. Willy onde costuma estar diariamente, celebrando missas


A fé e a religião sempre estiveram ligadas ao cotidiano da família Paulus Wedho, na Indonésia. Criado sobre os costumes rigorosos do catolicismo, Willibrodus, ou Willy para os amigos e conhecidos, aprendeu ao lado de outros 8 irmãos, os valores e conceitos da Igreja Católica sempre aplicados por seus pais. Isso certamente o influenciou na escolha pela vocação que exerce há mais de 10 anos.


Formado em Filosofia e Teologia por seu país de origem, padre Willy está há quase 9 anos no Brasil (8 anos e 8 meses para ser mais exato) e desde 2005 administra a paróquia São João Batista, no centro de Foz do Iguaçu-PR. Willibrodus chegou ao Brasil no ano de 2000 para estudar sobre o idioma português e a cultura brasileira. Fez um curso a respeito disso em Brasília. Após 3 meses, começou a trabalhar em Guarapuava-PR e depois, mudou-se para Foz. Segundo ele, esta é “uma aventura cheia de experiências”.

Vindo de um país completamente diferente do nosso, não faltaram dificuldades, principalmente com o idioma. “A grande dificuldade como estrangeiro é elaborar frase, oração, parágrafo de forma correta. A estrutura de minha língua é totalmente diferente. Às vezes falo em português e penso em indonésio. Isso de vez em quando é automático. Eu digo que a língua portuguesa é difícil. A grande tendência das pessoas de outra cultura é acumular as palavras, mas sem a gramática. Isso dificulta para o entendimento na comunicação”, revela Pe. Willy em um fluente idioma português.


Apesar de já possuir dois diplomas de ensino superior (Filosofia e Teologia), seu grande sonho era mesmo o Jornalismo. Prova disso é que hoje está cursando o 5° Período de Jornalismo na União Dinâmica de Faculdades Cataratas (UDC), em Foz do Iguaçu, restando pouco mais de dois anos para se formar. Os motivos que o levaram à escolha deste curso? Padre Willy responde: “Profissão de padre é uma profissão que exige uma boa comunicação. É preciso ser um bom comunicador. Eu ainda me sinto longe deste sonho, por isso quero me aprofundar mais nesta área da comunicação”.


Assim como grande parte dos acadêmicos que conciliam trabalho com estudos, Pe. Willy também se “desdobra” para não ficar devendo nem com seus afazeres paroquiais, muito menos com seus compromissos da faculdade. Uma rotina bastante cansativa e que começa bem cedo, logo às 5h45, horário em que costuma acordar. Às 6h30 celebra a primeira missa do dia. Como bom estudante de Jornalismo procura se informar de todos os acontecimentos pelo Brasil e no mundo através dos jornais, sejam eles impressos, ou no rádio e na TV. Atende aos fiéis que comparecem na Igreja Matriz e à noite se desloca até a UDC em mais um dia de aula. Vai dormir, segundo ele mesmo diz, por volta da 1h da madrugada.


“É muito importante administrar o tempo. É cansativo? Sim! Durmo em média cinco horas por dia. Às vezes perco o sono por preocupação com o trabalho e com o estudo. As pessoas me questionaram no começo, quando disse a elas que estudaria Jornalismo. Umas diziam: ‘O que o senhor quer com Jornalismo?’ ou ainda: ‘Padre tem que estudar a bíblia, Jornalismo não combina com o trabalho de padre’. Mas não me importei, pois tudo o que faço, faço com bom gosto. Assim, não vira um fardo pesado, mas sim um prazer”, desabafa o pároco.


E no que depender desse simpático padre prestes a completar 37 anos, não serão pequenos problemas que o farão desistir desse ideal. Aos novos acadêmicos, ele deixa uma mensagem: “Aos jovens que estão estudando agora não esqueçam de levar a sério no estudo, aproveite o tempo oportuno para captar o conhecimento e as novidades. Acredite sempre de que um dia o seu sonho se transformará em realidade. Como já diz um velho ditado que conheci aqui no Brasil, mas serve em todos os países: Deus ajuda quem cedo madruga”.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A primeira habilitação a gente nunca esquece

Todas as experiências (ou quase todas) passam por um processo de nervosismo quando realizadas pela primeira vez.
Poderia expor aqui uma lista extensa sobre vários exemplos de experiências. Mas para não enrolar muito sobre o assunto, aqui vai um exemplo para os mais românticos: o beijo.
Atire a primeira pedra a pessoa que não passou por um certo nervosismo, suor frio, sensação estranha, no momento do primeiro beijo (normalmente na adolescência, outros casos mais tarde, outros mais precoces, enfim).
Mas o que quero tratar aqui, é sobre a emoção vivida no momento de realizações pessoais.
E esta semana, passei por uma dessas emoções.
O sonho de todo garoto, ao completar 18 anos (maioridade penal aqui no Brasil) é poder, finalmente, tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), seja para veículos A (Motos), seja para veículos B (Carros).
Comigo não foi diferente, mas não liguei muito pra isso. Esse era um sonho que eu gostaria de realizar com minhas próprias mãos. Em nenhum momento insisti para que meus pais pagassem minha inscrição na Auto-Escola. Só o faria quando eu tivesse condições. E essa condição veio em meados de 2008, quando comecei meu estágio na Secretaria Municipal de Esportes de Foz do Iguaçu, onde no momento estou inativo, aguardando um novo chamado (sabem como são orgãos públicos).
Por isso que só fui tirar minha CNH prestes a completar 20 anos. Mais por culpa minha do que qualquer outra coisa. Eu já poderia estar dirigindo pelas ruas afora desde janeiro. Mas por equívocos cometidos por mim, atrasei esse processo. Reprovei duas vezes na baliza...
Mas na terceira coloquei na cabeça que minha carteira finalmente se tornaria realidade! Treinei horrores nos dias que antecederam o chamado Exame Prático. Mantive-me calmo desde o chá de cadeira (eles marcam a prova às 9h, mas você não começa antes das 10h!) até o momento de entrar no automóvel e começar a manobrar e mostrar que você realmente merece dirigir.
No mesmo dia também havia um rapaz, da mesma Auto-Escola que a minha e que faria o exame. Também era a terceira vez dele. Eu o deixei ir na frente, mas se eu soubesse que ficaria tão nervoso, eu teria feito primeiro pra repassar tranquilidade a ele. O coitado não passou da baliza...
Chegou a minha vez.
Liguei o carro (um Pálio que muito me agradou) e comecei a fazer tudo que fora combinado e treinado. Estacionei direitinho dentro do espaço delimitado e fui autorizado a sair. Aí os dois fiscais que acompanharam a baliza, entraram no carro e começamos um pequeno percurso por Foz do Iguaçu. Era hora de mostrar que sabe mesmo dirigir, afinal de contas, aqui em Foz além de tomar cuidado com motoristas brasileiros (por ora alguns barbeiros diga-se de passagem), também há o risco de encontrar-se com motoristas oriundos da Argentina ou, pior, do Paraguai, lugar onde semáforos são lendas e as leis de trânsito inexistentes.
Terminado o percurso, os examinadores (também chamados de fiscais, sei lá) conversaram entre si e voltaram para o carro, dessa vez os dois na frente, e eu sentado no banco de trás, louco de curiosidade pra saber do resultado. Voltamos ao pátio da Ciretran (esqueci o significado, mas é o local onde fiscaliza o trânsito de cada município) e lá soube o que pra mim, por incrível que pareça, parecia certeza, pois a confiança era grande e sabia que não tinha feito algo que pudesse comprometer minha aprovação.
O examinador que só o conheci pelo apelido de "Beto", boné e óculos escuros, observou o papel que mantinha na mão e disse assim: "É Bruno né!? Está aprovado!".
Foi um alívio enorme que não conseguiria aqui descrever. Fernando, meu orientador estava ao meu lado, cumprimentei-o e o agradeci por ter me dado as dicas corretas, ensinado a ter autocontrole nesses momentos tão difíceis. Agradeço ao Edir, que também foi meu orientador, mas por problemas os quais não sei exatamente o porquê, saiu da Auto-Escola. Ao meu irmão, Daniel, por ter me levado com seu Uno vermelho, num sábado à tarde, calorzão em Foz , mesmo assim se dispôs a me levar a praticar as balizas. Aos meus pais que aceitaram pagar o reteste (cada vez que se reprova é preciso pagar uma quantia que varia para cada auto-escola para remarcar o exame), pois num ato de raiva, após eu ter reprovado na segunda vez, jurei que o Detran não viria mais um centavo meu e que eu estava prestes a desistir de tentar novamente, ainda bem que meus pais me impediram, rsrsrs.
E claro, como não poderia deixar de ser, agradeço a Deus, por ter me dado forças e ter conseguido me manter calmo na hora do exame. Fiz o sinal da cruz antes de começar umas "trocentas" vezes.
Agora é esperar vir a carteira provisória de 1 ano. Dentro de 12 meses não poderei cometer nenhuma infração grave sob o risco de suspenderem minha habilitação que consegui com tanto custo e suor.
São experiências como essa que nos motiva a viver nesse dia-a-dia. Ora a vida se mostra injusta e ingrata, ora esse conceito muda completamente e viver passa ser (como sempre foi) o maior de todos os privilégios!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Nem a fé evita desabamentos

O teto da Igreja Cristã Apostólica Renascer em Cristo desabou na noite deste domingo matando até o momento em que escrevo esse post cerca de oito pessoas e deixando mais de 90 feridos no Cambuci, Zona Sul de São Paulo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos 600 pessoas estavam no local no momento do desabamento. Número este que não foi confirmado pela Igreja Renascer.
São usados cães farejadores na procura por pessoas debaixo dos escombros.
A Igreja Renascer em Cristo, criada em 1986, possui adeptos famosos como o jogador Kaká, do clube italiano Milan e que casou em 2005 no mesmo local em que neste domingo à noite teve o teto desabado.
Ao todo existem cerca de 1.500 templos da Igreja Renascer no Brasil, América Latina e também nos Estados Unidos.
Os fundadores, Estevam e Sonia Hernandes, respondem a processo na 1ª Vara Criminal de São Paulo por lavagem de dinheiro em organização criminosa. No final do ano passado, o casal tentou sem êxito arquivar a ação impetrando um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outro no Supremo Tribunal Federal (STF). Em ambos os casos os magistrados consideraram o pedido descabido.
Os dois chegaram a ser presos em janeiro de 2007, após serem flagrados com dinheiro não declarado ao tentar entrar nos Estados Unidos. Parte do dinheiro estava escondida dentro de um fundo falso de uma Bíblia. Na Flórida, eles chegaram a ser presos depois de serem acusados e condenados. Atualmente, o casal cumpre regime de liberdade vigiada naquele país.
O governo brasileiro já pediu a extradição do casal, mas ainda não recebeu resposta do governo norte-americano. Os fundadores da Renascer também já recorreram ao STF para não serem extraditados para o Brasil, mas o habeas corpus também foi negado.
Não quero me apegar às acusações de lavagem de dinheiro que são feitas aos dois fundadores de uma das religiões mais conhecidas no país. Mas um fato é certo, se possuem tanto dinheiro assim (obviamente oriundo dos inocentes fiéis) poderiam pelo menos terem feito uma reforma no prédio, já bastante envelhecido. Teria evitado todo esse desastre que nem a fé deu conta de parar...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Dois acidentes em um mesmo dia

A semana foi marcada por dois acidentes que impressionaram a todos.
Um em Nova York, outro no estado do Rio Grande do Sul.
O primeiro ocorreu nos Estados Unidos, na tarde da última quinta-feira (15/01). Após decolar do aeroporto de La Guardia com destino a Charlotte, o avião Airbus da empresa US Airways foi atingido por gansos que sobrevoavam a ilha de Manhattan. Algumas aves atingiram as turbinas da aeronave, que precisou fazer um pouso forçado nas águas geladas do rio Hudson, que separa Nova York de Nova Jersey.
A manobra corajosa foi feita pelo piloto Chelsey Sullenberg, com mais de 40 anos de experiência.
Todos os 155 passageiros sobreviveram e Sullenberg virou herói nacional.
No mesmo dia, mas quase na madrugada de quinta para sexta-feira, um ônibus levando a delegação do Brasil de Pelotas de volta à sua cidade no interior gaúcho depois de vencerem um amistoso contra o Santa Cruz por 2 x 1 no Vale do Sol despencou de um barranco na cidade de Canguçu.
Dois jogadores do Xavante, como é conhecido um dos times mais tradicionais do estado, morreram no acidente.
Foram eles: o atacante Claudio Milar e o zagueiro Régis Gouveia Alves. Além deles, o preparador de goleiros, Giovani Guimarães, também não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Claudio Milar, uruguaio, era ídolo da torcida. Atuou em mais de 200 jogos com a camisa do Brasil de Pelotas, marcando mais de 100 gols. O último grande feito do time pelotense foi em 1985, quando alcançou o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro daquele ano, vencido pelo Coritiba.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o ônibus caiu de uma altura de cerca de 40 a 50 metros, equivalente a um prédio de 15 andares, e ficou com as rodas para cima. A causa do acidente teria sido provocada por um erro do motorista, que perdeu o controle em uma curva na rodovia estadual RS-471 que dá acesso a BR-392.
A estreia do time no Campeonato Gaúcho, prevista para o dia 22 contra o São José de Porto Alegre, foi adiada pela Federação Gaúcha de Futebol, ainda sem data marcada.
Duas fatalidades em que uma terminou com final feliz e a outra, na lamentável morte de três pessoas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Uma guerra sem fim...

Desde que fora criado o Estado de Israel na região da Palestina, em 1948, o país - um dos mais fortes no setor bélico - tornou-se conhecido mundialmente pelas constantes guerras ocorridas por lá. O marco principal da criação do Estado israelense, foi a volta dos judeus, após o fim da Segunda Guerra Mundial, à região onde foram expulsos quase dois mil anos antes. Para retomarem essa ocupação, os palestinos tiveram que abandonar suas casas, onde agora serviriam de moradias aos novos ocupantes.

Dentro do Estado de Israel encontra-se a Faixa de Gaza, um território árido e retangular localizado no sudeste do Mar Mediterrâneo, com cerca de 45 quilômetros de comprimento e 10 quilômetros de largura. O território está limitado a norte e a leste por Israel e ao sul pela península do Sinai, no Egito. Durante centenas de anos, o Império Otomano dominou Gaza, até que o território - junto com o restante da Palestina - passou para o controle dos britânicos, com o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Durante a primeira Guerra árabe-israelense, que conduziu à criação do Estado de Israel, Gaza absorveu um quarto das centenas de milhares dos refugiados palestinos expulsos das áreas que hoje fazem parte de Israel.

Atualmente a Faixa de Gaza é um território densamente povoado e não é reconhecida internacionalmente como pertencente a um país soberano. O espaço aéreo e o acesso marítimo à Faixa de Gaza são atualmente controlados pelo Estado de Israel, que ocupou militarmente o território entre junho de 1967 e agosto de 2005. A jurisdição é por sua vez exercida pela Autoridade Nacional Palestina.

Em 2007, depois de uma miniguerra civil com o Fatah - grupo fundado pelo já falecido Yasser Arafat e que comanda a Cisjordânia - o Hamas tomou o poder no território palestino da Faixa de Gaza, e a situação piorou ainda mais. Israel fechou as fronteiras, acabando assim com a principal atividade econômica, que provinham dos trabalhadores que iam diariamente a Israel. Falta absolutamente tudo o que se pode imaginar, e 70% da população vive abaixo da linha da pobreza.

O Hamas, criado em 1987, tem o apoio de um em cada três palestinos e se candidata naturalmente a ser parte de qualquer acordo de paz com Israel e para isso, tem assumido as posições mais extremadas, similares às defendidas no início pela antiga Organização para a Libertação da Palestina de Yasser Arafat - com a diferença de que a ideologia fundada no extremismo religioso é mais impermeável às adaptações ao mundo real.
Mas que tentativa de acordo de paz é essa? Pois o acordo de cessar fogo entre o Hamas e Israel chegou ao fim no final do ano passado, quando o grupo palestino lançou foguetes à cidades israelenses fronteiriças. Como resposta e invocando o direito de garantir a segurança dos moradores da região, Israel lançou no último dia 27 de dezembro uma série arrasadora de bombardeios contra Gaza. Os alvos visavam à estrutura de poder do Hamas (quartel de polícia, depósitos de armas, entre outros). Mas bombardear cidades, tem suas conseqüências. Dos mais de 650 mortos, segundo fontes palestinas em 12 dias de ataques israelenses, cerca de 250 são civis, os quais nada têm a ver com a situação. Apenas estão no lugar onde escolheram viver, logicamente sem essas terríveis guerras.

O pior incidente nestes dias de ofensivas israelenses deixaram pelo menos 30 mortos e 55 feridos em uma escola das Nações Unidas na Faixa de Gaza. Médicos de Gaza dizem ter contado 42 mortos. Segundo a ONU, 350 civis haviam se refugiado da violência na escola Al Fakhora, mantida pela organização no campo de refugiados de Jabaliya, no norte de Gaza e foram surpreendidos pelos israelenses.

O Exército de Israel afirmou que os ataques foram desferidos em reação a disparos feitos da escola por militantes do Hamas, que estariam usando civis como "escudos humanos". Disse também que dois responsáveis por unidades de disparo de morteiros do Hamas estavam entre os mortos.

Outro fato lamentável que merece destaque é o número excessivo de crianças mortas nos bombardeios. Ao todo, ultrapassam a marca de 100. Um dos casos mais trágicos, foi o de cinco irmãs, todas menores, onde morreram em uma mesma casa. Em outra, vizinha de um dirigente do Hamas, mais três meninos pereceram. E essa Guerra só nos leva a crer que não terá uma trégua assim, tão próxima.

Foguetes disparados do Líbano atingiram o norte de Israel, nesta quinta-feira (08/01) e deixaram duas pessoas feridas. Israel revidou o ataque com um bombardeio na área de origem dos ataques. Ainda não foi confirmado quem lançou os foguetes, mas representantes do movimento islâmico palestino Hamas no Líbano negaram responsabilidade, e a milícia xiita libanesa do Hezbollah disse ao governo libanês que não está envolvida.

O porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, disse que os foguetes atingiram três lugares diferentes na região da Galiléia, ao norte de Israel. Fontes da agência de notícias Reuters no Líbano contaram que de três a cinco foguetes foram disparados do sul do Líbano. Cinco bombardeios "localizados" já foram feitos por Israel na área do Líbano de lançamento dos foguetes em resposta ao ataque inesperado. Três horas mais tarde, um novo alerta de ataque soou no norte de Israel, mas tratava-se de um alarme falso, provocado pelo estrondo de um avião supersônico. O governo do Líbano condenou os ataques e pediu aos seus serviços de segurança que investiguem o incidente, disse à agência France Presse um funcionário do governo.

Não se sabe ao certo, o que de fato é necessário para o fim de uma guerra que alguns ousam chamá-la de "Santa". Mas é possível imaginar o que poderia dar certo. Talvez com a criação de um estado palestino, a garantia de segurança de Israel, devolver a metade árabe de Jerusalém e estender a distensão aos vizinhos ainda conflagrados. Mas, como se chegar lá? Muitos tentaram, ninguém conseguiu. Barack Obama terá sua chance a partir do dia 20 de janeiro, data de sua posse na presidência dos Estados Unidos. Resta saber também, se ele conseguirá...

sábado, 25 de outubro de 2008

Showrnalismo ou Jornalismo?

A cada nova banalidade, as emissoras de televisão do país se aproveitam do drama da situação, para, com isso, ganhar o interesse do público e, consequentemente, aumentarem suas audiências.
Um fato recente que podemos citar como exemplo foi o caso de Isabella Nardoni, atirada da janela do apartamento onde morava pelo pai e após sua morte está até hoje sob julgamento. Na ocasião, diariamente os telejornais abordavam sobre o assunto, cada um do seu jeito, tentando ver quem conseguiria transformar melhor aquele caso em mais que notícia, mas sim entretenimento.
Como era de se esperar, ele logo foi abafado pela mídia e as pessoas hoje talvez nem se lembrem mais (brasileiro costuma ter memória fraca é o que dizem). Na semana passada apareceu a nova menina-dos-olhos da televisão, que já estava sem ter um tema de peso para abordar.
Trata-se do sequestro de Eloá Cristina, mantida refém dentro da própria casa pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, por mais de cem horas durando cinco dias na cidade de Santo André, no ABC paulista. A tragédia não poderia terminar de maneira pior. Com Eloá recebendo dois tiros, sendo um na cabeça e outro na virilha e vindo a falecer. Nayara Silva, amiga de Eloá que também estava na casa, recebera um tiro na boca, mas não corre risco de morte.
O que pôde ser observado pelo Brasil inteiro, foi a ampla cobertura dada pelos veículos de comunicação a mais um trágico acontecimento. Nada de anormal, afinal de contas, o papel do jornalismo é justamente este, estar em cima dos fatos. Mas a questão que se levanta é até que ponto essa cobertura foi isenta, transparente e sem querer se aproveitar dos fatos para levantarem sua audiência? Difícil de responder. Praticamente todas as emissoras tiveram o seu minuto de fama falando a respeito do caso. Alguns canais fechados de notícia estavam com link ao vivo, transmitindo o drama da vida real 24h por dia. Passou a virar um espetáculo de horrores.
Começaram a tratar o seqüestrador Lindemberg, como se fosse uma estrela. Houve até entrevista via celular dada pelo rapaz de 22 anos. A polícia, diga-se a bem da verdade, demorou demais até tomar uma atitude. E ainda se queimou completamente ao devolver a menina Nayara, que havia sido libertada, de volta ao local onde estava ocorrendo o sequestro. No entanto, a imprensa pouco fez para impedir ou até mesmo incitar a iniciativa de uma atitude por parte das autoridades competentes pela segurança no estado de São Paulo. Em outros países a mídia tem muito mais influência. Houve o Showrnalismo, não o Jornalismo. A cada dia novas informações, uma mais mirabolante que a outra, eram levantadas, pautas frias sobre um acontecimento quente.
O que se viu foi uma ampla exposição de todos os personagens envolvidos, o que de algum modo, certamente acabou complicando ainda mais nas negociações, uma vez que as pessoas dentro da casa, tanto Lindemberg quanto suas vítimas, através da televisão ou até mesmo do rádio, passaram a saber cada passo dado pela polícia e quais seriam os próximos procedimentos. O resultado disso tudo foi um desfecho atrapalhado por parte dos policiais e vendo a tragédia em que terminara o caso, a imprensa passou a buscar os culpados, sendo o mais lógico apontar a PM de São Paulo, quando na verdade foram vários fatores que culminaram para que isso ocorresse.
De quem na verdade foi a culpa? Da polícia? De Lindemberg? Da imprensa? Os crimes passionais costumam ser imprevisíveis e todos esses meios citados, teriam sua parcela de culpa. A ampla visualização foi comprovada no enterro de Eloá, que teve todos seus órgãos doados a pedido da família. Cerca de 12 mil pessoas compareceram ao funeral. Evidentemente nem a metade desse número sequer a conhecia pessoalmente, mas estavam lá, pois era "a moça sequestrada da TV". E o pior de tudo é que logo terão esquecido que um dia, uma jovem garota de 15 anos fora assassinada pelo ex-namorado, no entanto ficaram sintonizados por uma semana a todas as informações que foram passadas pela televisão.
Quantas Eloás, Nayaras e Lindembergs existem pelo Brasil todos os dias? Seria humanamente impossível a cobertura de todos os acontecimentos, mas já que a os veículos de comunicação precisam se apegar em um para chamarem a atenção, eles o fazem da melhor e mais apelativa maneira possível.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Só de Canhota

Agora, em parceria com meu amigo Willbur de Souza, estudante do 6° Período de Jornalismo e atleta de futsal nas horas vagas, passo a escrever também para o Blog "Só de Canhota", de autoria do Willbur.

O Blog faz parte de um projeto enfatizado pelo professor Edgar Melech, coordenador do curso de Jornalismo na União Dinâmica de Faculdades Cataratas (UDC).

Na matéria Redação Jornalística, a prática do Blog está sendo passada aos alunos da turma de Willbur.

Nada mais justo, afinal, hoje em dia a Internet está com tudo e os Blogs estão na moda.

"Só de Canhota" fala exclusivamente de esportes, principalmente da cidade de Foz do Iguaçu. E como Willbur sabia de meu interesse pelo tema, me convidou a fazer parte escrevendo também.

Aceitei na hora. Participo mais com matérias factuais, sobre o Foz do Iguaçu Futebol Clube e Adeafi Foz Futsal.

Willbur escreve mais notícias frias, com personalidades do esporte iguaçuense.

E assim vamos levando, tentando fazer um Blog atrativo e, principalmente, informativo, que é o nosso maior objetivo!

Pra quem estiver interessado em conhecê-lo, ao lado, no quadro "Entre neles" aparece como o primeiro Blog da lista, basta clicá-lo. Mas pra você, leitor (a) assíduo (a) do "Entrelinhas...", deixo aqui o link de acesso: www.sodecanhota.blogspot.com