segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Nem a fé evita desabamentos

O teto da Igreja Cristã Apostólica Renascer em Cristo desabou na noite deste domingo matando até o momento em que escrevo esse post cerca de oito pessoas e deixando mais de 90 feridos no Cambuci, Zona Sul de São Paulo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos 600 pessoas estavam no local no momento do desabamento. Número este que não foi confirmado pela Igreja Renascer.
São usados cães farejadores na procura por pessoas debaixo dos escombros.
A Igreja Renascer em Cristo, criada em 1986, possui adeptos famosos como o jogador Kaká, do clube italiano Milan e que casou em 2005 no mesmo local em que neste domingo à noite teve o teto desabado.
Ao todo existem cerca de 1.500 templos da Igreja Renascer no Brasil, América Latina e também nos Estados Unidos.
Os fundadores, Estevam e Sonia Hernandes, respondem a processo na 1ª Vara Criminal de São Paulo por lavagem de dinheiro em organização criminosa. No final do ano passado, o casal tentou sem êxito arquivar a ação impetrando um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outro no Supremo Tribunal Federal (STF). Em ambos os casos os magistrados consideraram o pedido descabido.
Os dois chegaram a ser presos em janeiro de 2007, após serem flagrados com dinheiro não declarado ao tentar entrar nos Estados Unidos. Parte do dinheiro estava escondida dentro de um fundo falso de uma Bíblia. Na Flórida, eles chegaram a ser presos depois de serem acusados e condenados. Atualmente, o casal cumpre regime de liberdade vigiada naquele país.
O governo brasileiro já pediu a extradição do casal, mas ainda não recebeu resposta do governo norte-americano. Os fundadores da Renascer também já recorreram ao STF para não serem extraditados para o Brasil, mas o habeas corpus também foi negado.
Não quero me apegar às acusações de lavagem de dinheiro que são feitas aos dois fundadores de uma das religiões mais conhecidas no país. Mas um fato é certo, se possuem tanto dinheiro assim (obviamente oriundo dos inocentes fiéis) poderiam pelo menos terem feito uma reforma no prédio, já bastante envelhecido. Teria evitado todo esse desastre que nem a fé deu conta de parar...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Dois acidentes em um mesmo dia

A semana foi marcada por dois acidentes que impressionaram a todos.
Um em Nova York, outro no estado do Rio Grande do Sul.
O primeiro ocorreu nos Estados Unidos, na tarde da última quinta-feira (15/01). Após decolar do aeroporto de La Guardia com destino a Charlotte, o avião Airbus da empresa US Airways foi atingido por gansos que sobrevoavam a ilha de Manhattan. Algumas aves atingiram as turbinas da aeronave, que precisou fazer um pouso forçado nas águas geladas do rio Hudson, que separa Nova York de Nova Jersey.
A manobra corajosa foi feita pelo piloto Chelsey Sullenberg, com mais de 40 anos de experiência.
Todos os 155 passageiros sobreviveram e Sullenberg virou herói nacional.
No mesmo dia, mas quase na madrugada de quinta para sexta-feira, um ônibus levando a delegação do Brasil de Pelotas de volta à sua cidade no interior gaúcho depois de vencerem um amistoso contra o Santa Cruz por 2 x 1 no Vale do Sol despencou de um barranco na cidade de Canguçu.
Dois jogadores do Xavante, como é conhecido um dos times mais tradicionais do estado, morreram no acidente.
Foram eles: o atacante Claudio Milar e o zagueiro Régis Gouveia Alves. Além deles, o preparador de goleiros, Giovani Guimarães, também não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Claudio Milar, uruguaio, era ídolo da torcida. Atuou em mais de 200 jogos com a camisa do Brasil de Pelotas, marcando mais de 100 gols. O último grande feito do time pelotense foi em 1985, quando alcançou o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro daquele ano, vencido pelo Coritiba.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o ônibus caiu de uma altura de cerca de 40 a 50 metros, equivalente a um prédio de 15 andares, e ficou com as rodas para cima. A causa do acidente teria sido provocada por um erro do motorista, que perdeu o controle em uma curva na rodovia estadual RS-471 que dá acesso a BR-392.
A estreia do time no Campeonato Gaúcho, prevista para o dia 22 contra o São José de Porto Alegre, foi adiada pela Federação Gaúcha de Futebol, ainda sem data marcada.
Duas fatalidades em que uma terminou com final feliz e a outra, na lamentável morte de três pessoas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Uma guerra sem fim...

Desde que fora criado o Estado de Israel na região da Palestina, em 1948, o país - um dos mais fortes no setor bélico - tornou-se conhecido mundialmente pelas constantes guerras ocorridas por lá. O marco principal da criação do Estado israelense, foi a volta dos judeus, após o fim da Segunda Guerra Mundial, à região onde foram expulsos quase dois mil anos antes. Para retomarem essa ocupação, os palestinos tiveram que abandonar suas casas, onde agora serviriam de moradias aos novos ocupantes.

Dentro do Estado de Israel encontra-se a Faixa de Gaza, um território árido e retangular localizado no sudeste do Mar Mediterrâneo, com cerca de 45 quilômetros de comprimento e 10 quilômetros de largura. O território está limitado a norte e a leste por Israel e ao sul pela península do Sinai, no Egito. Durante centenas de anos, o Império Otomano dominou Gaza, até que o território - junto com o restante da Palestina - passou para o controle dos britânicos, com o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Durante a primeira Guerra árabe-israelense, que conduziu à criação do Estado de Israel, Gaza absorveu um quarto das centenas de milhares dos refugiados palestinos expulsos das áreas que hoje fazem parte de Israel.

Atualmente a Faixa de Gaza é um território densamente povoado e não é reconhecida internacionalmente como pertencente a um país soberano. O espaço aéreo e o acesso marítimo à Faixa de Gaza são atualmente controlados pelo Estado de Israel, que ocupou militarmente o território entre junho de 1967 e agosto de 2005. A jurisdição é por sua vez exercida pela Autoridade Nacional Palestina.

Em 2007, depois de uma miniguerra civil com o Fatah - grupo fundado pelo já falecido Yasser Arafat e que comanda a Cisjordânia - o Hamas tomou o poder no território palestino da Faixa de Gaza, e a situação piorou ainda mais. Israel fechou as fronteiras, acabando assim com a principal atividade econômica, que provinham dos trabalhadores que iam diariamente a Israel. Falta absolutamente tudo o que se pode imaginar, e 70% da população vive abaixo da linha da pobreza.

O Hamas, criado em 1987, tem o apoio de um em cada três palestinos e se candidata naturalmente a ser parte de qualquer acordo de paz com Israel e para isso, tem assumido as posições mais extremadas, similares às defendidas no início pela antiga Organização para a Libertação da Palestina de Yasser Arafat - com a diferença de que a ideologia fundada no extremismo religioso é mais impermeável às adaptações ao mundo real.
Mas que tentativa de acordo de paz é essa? Pois o acordo de cessar fogo entre o Hamas e Israel chegou ao fim no final do ano passado, quando o grupo palestino lançou foguetes à cidades israelenses fronteiriças. Como resposta e invocando o direito de garantir a segurança dos moradores da região, Israel lançou no último dia 27 de dezembro uma série arrasadora de bombardeios contra Gaza. Os alvos visavam à estrutura de poder do Hamas (quartel de polícia, depósitos de armas, entre outros). Mas bombardear cidades, tem suas conseqüências. Dos mais de 650 mortos, segundo fontes palestinas em 12 dias de ataques israelenses, cerca de 250 são civis, os quais nada têm a ver com a situação. Apenas estão no lugar onde escolheram viver, logicamente sem essas terríveis guerras.

O pior incidente nestes dias de ofensivas israelenses deixaram pelo menos 30 mortos e 55 feridos em uma escola das Nações Unidas na Faixa de Gaza. Médicos de Gaza dizem ter contado 42 mortos. Segundo a ONU, 350 civis haviam se refugiado da violência na escola Al Fakhora, mantida pela organização no campo de refugiados de Jabaliya, no norte de Gaza e foram surpreendidos pelos israelenses.

O Exército de Israel afirmou que os ataques foram desferidos em reação a disparos feitos da escola por militantes do Hamas, que estariam usando civis como "escudos humanos". Disse também que dois responsáveis por unidades de disparo de morteiros do Hamas estavam entre os mortos.

Outro fato lamentável que merece destaque é o número excessivo de crianças mortas nos bombardeios. Ao todo, ultrapassam a marca de 100. Um dos casos mais trágicos, foi o de cinco irmãs, todas menores, onde morreram em uma mesma casa. Em outra, vizinha de um dirigente do Hamas, mais três meninos pereceram. E essa Guerra só nos leva a crer que não terá uma trégua assim, tão próxima.

Foguetes disparados do Líbano atingiram o norte de Israel, nesta quinta-feira (08/01) e deixaram duas pessoas feridas. Israel revidou o ataque com um bombardeio na área de origem dos ataques. Ainda não foi confirmado quem lançou os foguetes, mas representantes do movimento islâmico palestino Hamas no Líbano negaram responsabilidade, e a milícia xiita libanesa do Hezbollah disse ao governo libanês que não está envolvida.

O porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, disse que os foguetes atingiram três lugares diferentes na região da Galiléia, ao norte de Israel. Fontes da agência de notícias Reuters no Líbano contaram que de três a cinco foguetes foram disparados do sul do Líbano. Cinco bombardeios "localizados" já foram feitos por Israel na área do Líbano de lançamento dos foguetes em resposta ao ataque inesperado. Três horas mais tarde, um novo alerta de ataque soou no norte de Israel, mas tratava-se de um alarme falso, provocado pelo estrondo de um avião supersônico. O governo do Líbano condenou os ataques e pediu aos seus serviços de segurança que investiguem o incidente, disse à agência France Presse um funcionário do governo.

Não se sabe ao certo, o que de fato é necessário para o fim de uma guerra que alguns ousam chamá-la de "Santa". Mas é possível imaginar o que poderia dar certo. Talvez com a criação de um estado palestino, a garantia de segurança de Israel, devolver a metade árabe de Jerusalém e estender a distensão aos vizinhos ainda conflagrados. Mas, como se chegar lá? Muitos tentaram, ninguém conseguiu. Barack Obama terá sua chance a partir do dia 20 de janeiro, data de sua posse na presidência dos Estados Unidos. Resta saber também, se ele conseguirá...

sábado, 25 de outubro de 2008

Showrnalismo ou Jornalismo?

A cada nova banalidade, as emissoras de televisão do país se aproveitam do drama da situação, para, com isso, ganhar o interesse do público e, consequentemente, aumentarem suas audiências.
Um fato recente que podemos citar como exemplo foi o caso de Isabella Nardoni, atirada da janela do apartamento onde morava pelo pai e após sua morte está até hoje sob julgamento. Na ocasião, diariamente os telejornais abordavam sobre o assunto, cada um do seu jeito, tentando ver quem conseguiria transformar melhor aquele caso em mais que notícia, mas sim entretenimento.
Como era de se esperar, ele logo foi abafado pela mídia e as pessoas hoje talvez nem se lembrem mais (brasileiro costuma ter memória fraca é o que dizem). Na semana passada apareceu a nova menina-dos-olhos da televisão, que já estava sem ter um tema de peso para abordar.
Trata-se do sequestro de Eloá Cristina, mantida refém dentro da própria casa pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, por mais de cem horas durando cinco dias na cidade de Santo André, no ABC paulista. A tragédia não poderia terminar de maneira pior. Com Eloá recebendo dois tiros, sendo um na cabeça e outro na virilha e vindo a falecer. Nayara Silva, amiga de Eloá que também estava na casa, recebera um tiro na boca, mas não corre risco de morte.
O que pôde ser observado pelo Brasil inteiro, foi a ampla cobertura dada pelos veículos de comunicação a mais um trágico acontecimento. Nada de anormal, afinal de contas, o papel do jornalismo é justamente este, estar em cima dos fatos. Mas a questão que se levanta é até que ponto essa cobertura foi isenta, transparente e sem querer se aproveitar dos fatos para levantarem sua audiência? Difícil de responder. Praticamente todas as emissoras tiveram o seu minuto de fama falando a respeito do caso. Alguns canais fechados de notícia estavam com link ao vivo, transmitindo o drama da vida real 24h por dia. Passou a virar um espetáculo de horrores.
Começaram a tratar o seqüestrador Lindemberg, como se fosse uma estrela. Houve até entrevista via celular dada pelo rapaz de 22 anos. A polícia, diga-se a bem da verdade, demorou demais até tomar uma atitude. E ainda se queimou completamente ao devolver a menina Nayara, que havia sido libertada, de volta ao local onde estava ocorrendo o sequestro. No entanto, a imprensa pouco fez para impedir ou até mesmo incitar a iniciativa de uma atitude por parte das autoridades competentes pela segurança no estado de São Paulo. Em outros países a mídia tem muito mais influência. Houve o Showrnalismo, não o Jornalismo. A cada dia novas informações, uma mais mirabolante que a outra, eram levantadas, pautas frias sobre um acontecimento quente.
O que se viu foi uma ampla exposição de todos os personagens envolvidos, o que de algum modo, certamente acabou complicando ainda mais nas negociações, uma vez que as pessoas dentro da casa, tanto Lindemberg quanto suas vítimas, através da televisão ou até mesmo do rádio, passaram a saber cada passo dado pela polícia e quais seriam os próximos procedimentos. O resultado disso tudo foi um desfecho atrapalhado por parte dos policiais e vendo a tragédia em que terminara o caso, a imprensa passou a buscar os culpados, sendo o mais lógico apontar a PM de São Paulo, quando na verdade foram vários fatores que culminaram para que isso ocorresse.
De quem na verdade foi a culpa? Da polícia? De Lindemberg? Da imprensa? Os crimes passionais costumam ser imprevisíveis e todos esses meios citados, teriam sua parcela de culpa. A ampla visualização foi comprovada no enterro de Eloá, que teve todos seus órgãos doados a pedido da família. Cerca de 12 mil pessoas compareceram ao funeral. Evidentemente nem a metade desse número sequer a conhecia pessoalmente, mas estavam lá, pois era "a moça sequestrada da TV". E o pior de tudo é que logo terão esquecido que um dia, uma jovem garota de 15 anos fora assassinada pelo ex-namorado, no entanto ficaram sintonizados por uma semana a todas as informações que foram passadas pela televisão.
Quantas Eloás, Nayaras e Lindembergs existem pelo Brasil todos os dias? Seria humanamente impossível a cobertura de todos os acontecimentos, mas já que a os veículos de comunicação precisam se apegar em um para chamarem a atenção, eles o fazem da melhor e mais apelativa maneira possível.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Só de Canhota

Agora, em parceria com meu amigo Willbur de Souza, estudante do 6° Período de Jornalismo e atleta de futsal nas horas vagas, passo a escrever também para o Blog "Só de Canhota", de autoria do Willbur.

O Blog faz parte de um projeto enfatizado pelo professor Edgar Melech, coordenador do curso de Jornalismo na União Dinâmica de Faculdades Cataratas (UDC).

Na matéria Redação Jornalística, a prática do Blog está sendo passada aos alunos da turma de Willbur.

Nada mais justo, afinal, hoje em dia a Internet está com tudo e os Blogs estão na moda.

"Só de Canhota" fala exclusivamente de esportes, principalmente da cidade de Foz do Iguaçu. E como Willbur sabia de meu interesse pelo tema, me convidou a fazer parte escrevendo também.

Aceitei na hora. Participo mais com matérias factuais, sobre o Foz do Iguaçu Futebol Clube e Adeafi Foz Futsal.

Willbur escreve mais notícias frias, com personalidades do esporte iguaçuense.

E assim vamos levando, tentando fazer um Blog atrativo e, principalmente, informativo, que é o nosso maior objetivo!

Pra quem estiver interessado em conhecê-lo, ao lado, no quadro "Entre neles" aparece como o primeiro Blog da lista, basta clicá-lo. Mas pra você, leitor (a) assíduo (a) do "Entrelinhas...", deixo aqui o link de acesso: www.sodecanhota.blogspot.com

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Foz do Iguaçu reelege prefeito pela primeira vez na história

Sou daquela opinião: "Se está bom, pra quê mudar?"

E na minha modesta e singela opinião de blogueiro, a administração do senhor Paulo Mac
Donald Ghisi (o Mac Donald não tem nenhuma referência àquela lanchonete famosa), foi muito boa.

Faltou pouco pra ser excelente, afinal, ninguém pode ser perfeito...

Mas pode ser prefeito!

Pelas conversas que tive com parte da população iguaçuense, as principais mudanças foram na educação e saúde, setores fundamentais no desenvolvimento de uma sociedade.

Obras urbanas e geração de emprego, falta alguma coisa aqui, outra acolá, mas no geral, está bom e ainda tem mais quatro anos para melhorar ainda mais.

Se este Blog chegar até a assessoria da Prefeitura, aqui vai uma dica;

Melhoraria o aspecto turístico, pois recebemos milhares de turistas durante todo ano.

O fato dessa reeleição foi histórico. Pela primeira vez a população reelegeu um prefeito.

Sinal de que o "povão" está do lado do Paulo.

Melhor ele, do que a volta dos Silvas. Sâmis, Dobrandino, e companhia limitada por anos governaram esta região e são muito próximos do governador Roberto Requião, o qual não morro de amores por ele.

O fato de quererem de qualquer jeito a prefeitura, fizeram com que partissem para o lado do desespero e ignorância, produzindo baixarias no horário eleitoral, a velha política de xingar e desmerecer o adversário. E o que é pior, sabotaram e fizeram armações, tipo vídeos de corrupção, mal produzidos aliás, e espalharam pela cidade gravados em DVDs.

É claro que não devemos acreditar em tudo que nos passam, nem deixar de questionar sua veracidade. Mas ainda penso que a volta da família Silva no poder, seria um grande retrocesso para minha cidade.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Você já ouviu falar da Unila?

O estado do Paraná terá a terceira Universidade Federal, a primeira em Foz do Iguaçu. Trata-se da Unila - Universidade Federal de Integração Latino-Americana - a qual pretende fortalecer as bases culturais, científicas e tecnológicas para o desenvolvimento nacional e ampliar a participação do Brasil no mercado internacional.
A confirmação do município como sede foi feita pelo Ministério da Educação (MEC). A Unila terá como meta beneficiar 10 mil estudantes em cursos de graduação, mestrado e doutorado, sendo 50% desses alunos oriundos do Brasil e a outra metade dos países Latino-Americanos. A proposta é dividir o quadro dos 500 docentes entre profissionais de todos os países da região, sendo constituído de 250 professores permanentes (efetivos) e de 250 professores temporários (visitantes).
Os cursos ministrados na Unila serão, preferencialmente, em áreas de interesse mútuo dos países membros do Mercosul, com ênfase em temas envolvendo exploração de recursos naturais e biodiversidades transfronteiriças, estudos sociais e lingüísticos regionais, relações internacionais e demais áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional. As aulas serão bilíngües.
O projeto também cria 456 cargos para a instituição: 250 de professor da carreira de Magistério Superior; 67 de técnico-administrativo de nível superior; 139 de técnico-administrativo de nível médio. Cria, ainda, os cargos de Reitor e Vice-Reitor no âmbito do Ministério da Educação. O orçamento anual previsto para custos de pessoal e custeio quando a instituição estiver plenamente implementada, daqui a quatro anos, será de R$ 135,9 milhões.
Esse será um grande avanço para esta cidade de tríplice fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai). Quem ganhará com isso será a população de Foz do Iguaçu, pois com a chegada de milhares de estudantes e professores, o consumo na cidade irá aumentar, movimentando assim a economia do município. Cabe aos candidatos a prefeito daqui, olharem para esse futuro próximo e começar a fazerem um planejamento para Foz se mostrar preparada a receber todos esses benefícios.
Mais do que a criação de uma Universidade, isto faz parte de um projeto de lei e já fora assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A arquitetura do prédio ficará a cargo de ninguém menos do que Oscar Niemeyer. Pelo menos o desenho já fora feito pelo arquiteto centenário. Se ele estará vivo para ver a obra terminada, aí já será uma outra história...